Tarcísio ironiza denúncias de abusos da PM: ‘Pode ir na ONU, na liga da justiça, tô nem aí

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Por: Redação/portaldemocrata.com.br

Foto: Divulgação/Francisco Cepeda/Governo do Estado de São


As denúncias de letalidade policial na chamada “Operação Escudo” em São Paulo têm gerado intensos debates sobre os limites da ação governamental na segurança pública. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) enfrenta críticas severas após a segunda fase da operação resultar na morte de 39 pessoas na Baixada Santista desde fevereiro.

As organizações Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns entregaram um documento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, durante a 55ª sessão em Genebra, Suíça, onde destacam as graves violações de direitos ocorridas. O texto acusa o governo paulista de promover uma política deliberada de violência policial, apontando um aumento alarmante de 94% nas mortes em decorrência de intervenção policial no primeiro bimestre de 2024.

“O Governador Tarcísio de Freitas promove atualmente uma das operações mais letais da história do Estado: a Operação Escudo, na região Baixada Santista. Há denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas, e outras violações de direitos humanos, bem como a ausência deliberada de uso das câmeras corporais na Operação”, afirmam as entidades em seu relatório à ONU.

Diante das críticas, Freitas adotou um tom irônico em sua defesa, afirmando: “Nossa intenção é proteger a sociedade. Estamos fazendo o que é correto, com muita determinação e profissionalismo. Sinceramente, tenho muita tranquilidade com relação ao que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta que eu não estou nem aí.”

No entanto, as críticas não cessam. As entidades Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns argumentam que a operação tem sido marcada por execuções sumárias, tortura e prisões injustas, evidenciando uma política de violência contra pessoas negras e pobres. As denúncias também apontam a ausência deliberada do uso das câmeras corporais, o que levanta questões sobre a transparência e a prestação de contas das ações policiais.

No Palácio do Planalto, Freitas continuou defendendo a operação, ignorando as denúncias: “Não há nenhum interesse da nossa parte em confrontar ninguém. Tínhamos lá na Baixada uma série de barricadas que foram removidas. Locais em que o poder público não entrava. Hoje a gente retirou todas as barricadas. A gente está restabelecendo a ordem. Não existe progresso sem ordem.”

A questão da segurança pública e o papel da polícia no combate à criminalidade estão em destaque, com um debate acalorado sobre os métodos utilizados e as consequências para a população mais vulnerável. O governo paulista enfrenta um desafio significativo em equilibrar a necessidade de segurança com o respeito aos direitos humanos e a transparência nas ações policiais.

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