Idosa de 70 anos morre após família não conseguir ligar para a emergência

Segundo a sobrinha, foram feitas mais de 30 ligações para o 192 e 193; empresas de telefonia tentam se defender

Por: Sidney Araujo

Foto Destaque: Reprodução

Uma idosa de 70 anos teria falecido depois da família não ter conseguido ligar para o Samu e o Corpo de Bombeiros quando ela estava passando mal na madrugada da última segunda (29). O caso aconteceu na cidade de Jaraguá, que fica a 119 km da capital Goiânia.

De acordo com os familiares, que denunciaram o caso, aconteceram diversas tentativas de acionar o 192 e o 193, que são os números emergenciais, mas as chamadas eram redirecionadas para Polícia Militar.

Em entrevista ao G1, a sobrinha da idosa, Maria Aparecida da Costa, de 35 anos, revelou que foi possível ligar para diversos outros números, menos para os de emergência.

“Minha tia estava agonizando e era acamada, não tinha como levarmos ela [ao hospital]. A gente liga 192 e 193, quando atende, cai na Polícia Militar. Liga no bombeiro, cai na polícia. Emergência não está funcionando de jeito nenhum”, disse.

Ligações emergenciais não são direcionadas

Ainda segundo Maria Aparecida, tanto a sua tia que faleceu quanto a sua mãe de 66 anos estavam morando com ela e precisavam de cuidados especiais. No dia em que a Maria Soares da Costa faleceu, a sobrinha estava indo para Goiânia com as filhas que necessitam de cuidados especiais.

Por conta disso, em casa só estavam as duas idosas, o esposo da sobrinha e o filho dele, sendo que o menino tem problemas de saúde. De acordo com Maria Aparecida, o seu esposo tentou ligar mais de 30 vezes, mas todas as ligações não era direcionadas ao Samu e nem ao Corpo de Bombeiros.

Devido ao estado aparentemente grave da idosa, ele precisou deixar o seu filho aos cuidados da sogra com fêmur quebrado e foi até o Samu. Ainda segundo relatos, Maria Soares da Costa só conseguiu ser atendida quando foi levada até o Samu, cerca de duas horas depois de começar a se sentir mal, mas acabou não resistindo.

No atestado de óbito foi atestado que Maria teve uma insuficiência respiratória aguda, um edema no pulmão e problemas de hipertensão e epilepsia.

Procon investiga o caso e afirma que vem recebendo reclamações desde o ano passado

Ao site G1, o Procon de Jaraguá disse que o caso está sendo investigado e que a OI, que é a operadora linha base dos números emergenciais do município, foi notificada. Em nota, a empresa de telefonia afirmou que chegou a enviar uma equipe técnica ao local para verificar a falha. Ainda no informe, a OI explicou irá realizar os reparos necessários que fazem parte da responsabilidade da companhia.
De acordo com a Claro, que é a operadora que a família tentou ligar para a emergência: “A rede opera normalmente na região e que as chamadas para os números mencionados estão funcionando corretamente, sem ocorrências”. A Anatel ainda não se pronunciou sobre o caso.
Ainda na matéria, o Procon de Jaraguá revelou que desde o ano passado vem recebendo reclamações dos moradores sobre a dificuldade de conseguir completar as chamadas. A instituição disse que vem analisando os casos e notificando as operadores para que essas falhas sejam corrigidas.

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