Divino Lemes é investigado por envolvimento em esquema de R$ 23 Milhões em Senador Canedo

 

Ex-prefeito e atual candidato a prefeito, é alvo de investigação sobre desvio de R$ 23,3 milhões em recursos municipais

Por: Redação

Foto: Reprodução

Em uma ação coordenada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), o ex-prefeito e atual candidato a prefeito de Senador Canedo, Divino Lemes (PSDB), está sendo investigado por suspeita de participação em um esquema criminoso que teria desviado R$ 23,3 milhões dos cofres da prefeitura. A Operação Insider, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi deflagrada hoje (7) e visa desmantelar uma organização criminosa com atuação em Goiás e Tocantins.

A operação, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão nos municípios de Goiânia, Senador Canedo, Anápolis, Águas Lindas de Goiás e Palmas (TO), é um desdobramento da Operação Sócio Oculto, deflagrada pelo Gaeco em 6 de julho de 2021. A investigação anterior revelou um esquema de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em Nerópolis durante os anos de 2015 e 2016. O atual inquérito busca comprovar e desmantelar uma organização criminosa maior, ativa em Senador Canedo entre 2017 e 2020, que contava com a participação de alguns dos mesmos envolvidos nas fraudes de Nerópolis.

Segundo as investigações, várias empresas de fachada foram utilizadas para fraudar procedimentos licitatórios, simulando concorrência entre si. Além das fraudes em licitações, também são investigados o superfaturamento e a má execução de obras públicas. O Gaeco identificou que as obras eram frequentemente realizadas por indivíduos com grande influência na administração municipal, que indicavam servidores comissionados para cargos estratégicos.

Os elementos colhidos pelo Gaeco indicam que, em alguns casos, os membros da organização determinavam aos servidores municipais como confeccionar os projetos básicos e planilhas orçamentárias antes mesmo da abertura dos processos licitatórios. As empresas controladas pelo grupo criminoso participavam das licitações, e a empresa “vencedora” repassava a execução da obra para o membro influente da administração municipal, em flagrante violação aos princípios da concorrência e igualdade.

Há também suspeitas de que servidores municipais receberam vantagens indevidas para facilitar a atuação da organização criminosa, além de indícios de lavagem de dinheiro para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Em resposta à operação, o juízo da Segunda Vara das Garantias da Comarca de Goiânia determinou o bloqueio dos bens dos investigados, de forma proporcional ao suposto envolvimento no esquema criminoso, até o valor de R$ 23.328.549,35.

A Operação Insider reforça a determinação do MPGO em combater a corrupção e assegurar a integridade dos recursos públicos, buscando responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.

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