Alistamento feminino nas Forças Armadas Brasileiras disponível a partir de 2025

Serviço militar voluntário busca aumentar a participação feminina nas três forças, onde atualmente representam apenas 10% do efetivo

Por: Alex Alves
Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

A partir de 2025, mulheres brasileiras terão a oportunidade de se alistar voluntariamente nas Forças Armadas ao completarem 18 anos, uma medida inédita anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em cerimônia pelos 25 anos de formação do Ministério da Defesa. O alistamento será entre janeiro e junho do ano em que a interessada completar 18 anos, com a previsão de 1,5 mil vagas distribuídas entre Exército, Marinha e Aeronáutica.

Atualmente, o contingente feminino nas Forças Armadas é de aproximadamente 37 mil mulheres, representando apenas 10% da tropa. Até agora, o ingresso de mulheres na carreira militar era restrito a concursos públicos para áreas específicas, como saúde, ensino, logística e engenharia, ou para funções de linha de frente, caso fossem formadas em escolas militares. Essas mulheres ocupavam postos de oficiais ou suboficiais, limitando sua presença em outras áreas de atuação.

Com a nova medida, as mulheres alistadas receberão a patente de soldado e passarão por treinamento militar completo, incluindo combate, tiro e superação de obstáculos. “O lugar da mulher é onde ela quiser”, afirmou Lula, destacando que uma maior diversidade nas instituições contribui para uma representação mais justa e eficaz.

O ministro José Múcio Monteiro acrescentou que a expectativa é de que essa iniciativa encoraje mais mulheres a ingressarem nas Forças Armadas, permitindo que, no futuro, elas constituam cerca de 20% do efetivo militar. “Elas não entrarão apenas para funções administrativas, mas para serem treinadas como combatentes”, ressaltou Múcio.

Essa mudança é vista como um avanço da igualdade de gênero dentro das Forças Armadas brasileiras, refletindo o compromisso do governo com a inclusão e o reconhecimento da capacidade das mulheres em todas as áreas de atuação militar.

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