Por: Redação
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Um pregoeiro público e secretário extraordinário da Cidade Ocidente, em Goiás, foi preso na última quarta (04) pela Polícia Federal por suspeitas de cometer fraudes em licitações que chegaram a R$ 65 milhões. Assim, ele não dava publicidade a editais de licitação.
De acordo com informações reveladas pelo Metrópoles, que teve acesso às investigações da PF, a auditoria Controladoria-Geral da União (CGU) acabou identificando diversos indícios de fraudes em processos de concorrência pública que eram conduzidos por Gabriel Paixão Ribas.
Ainda de acordo com a publicação, um dos trâmites acabou possibilitando que o prefeito Fábio Corrêa (PP), da Cidade Ocidental, contratasse o hospital da própria família. Segundo o Metrópoles, a ação teria ajudado a empresa dos parentes de Fábio Corrêa a receber pelo menos R$ 4,4 milhões em verbas públicas que tinham relação com o Sistema Único de Saúde. Porém, sem a devida concorrência com outras empresas que pudessem oferecer os mesmos serviços.
Por conta da ação, Fábio foi afastado do cargo pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Desde então, Lulinha Viana (PP), que é o vice-prefeito e atual candidato à prefeitura, assumiu o posto.
Operação da Polícia Federal tenta desmantelar rede criminosa no Distrito Federal e em Goiás
Tudo isso é por conta da coordenação da Operação Ypervoli, que tem objetivo de acabar com uma organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ainda mais, essa ação da Polícia Federal vem operando em cidades da região metropolitana do Distrito Federal e no entorno, como a Cidade Ocidental.
Ao todo, mais de 100 contratos teriam sido sabotados para que pudessem beneficiar as empresas ligadas aos envolvidos. Além disso, em toda a operação cerca de 100 policiais federais e 10 servidores da CGU teriam trabalhado. Assim, eles cumpriram 27 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e oito mandados de medidas cautelares diversas da prisão.
Em nota, a Prefeitura disse que “não há qualquer irregularidade nos atos administrativos, pois a gestão sempre agiu dentro dos princípios da legalidade”. Também em nota, o Partido Progressista (PP) declarou que “confia na inocência de Fábio e aguarda a completa elucidação dos fatos”.