Assassinos da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são condenados

Assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes foram julgados e penalizados por Tribunal do Júri, em julgamento no Rio de Janeiro (RJ)

Por: Sidney Araujo

Foto Destaque: Reprodução

Os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foram condenados nesta quarta (30), pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro (RJ). O resultado vem após 6 anos, 7 meses e 17 anos do crime que chocou o país. O caso que influenciou não apenas na repercussão no Brasil e no mundo, mas que gerou diversas ações e movimentos políticos e sociais.

O autor dos disparos na noite do dia 14 de março de 2018, o ex-policial militar Ronnie Lessa, foi punido com a pena de 78 anos e 9 meses de prisão. Já o ex-PM Élcio Queiroz, que foi o motorista do Cobalt usado para cometer o crime, foi condenado a 59 anos e 8 meses.

Após o anúncio da sentença pela juíza Lúcia Glioche, os familiares das vítimas foram às lágrimas no tribunal. No local, estavam os pais da vereador, Marinete e Antônio, a filha, Luyara, além das viúvas de Marielle e Anderson, no caso Mônica Benício e Ágatha Reis, respectivamente. Todos se abraçaram e aplaudiram o resultado.

Além da prisão, os condenados vão ter que pagar uma indenização de mais de R$ 700 mil a cada uma das parentes das vítimas: Arthur (filho de Anderson), Luiara (filha de Marielle), Ágata (viúva de Anderson), Monica (viúva de Marielle) e Marinete (mãe de Marielle).

Condenados por assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes podem sair antes

Porém, mesmo com as condenações, Ronie Lessa e Élcio Queiroz podem sair bem antes. Isso porque ambos assinaram um acordo de delação premiada que, por isso, ajudou nos avanços das investigações em busca dos mandantes.

Assim, ficou firmado que Queiroz ficará preso até 12 anos em regime fechado, no máximo. Por outro lado, Lessa pode chegar até 18 anos em regime fechado, além de mais dois em semiaberto.

Os prazos já começaram a contar a partir da data em que ambos foram presos, no dia 12 de março de 2019, cerca de um ano após o crime. Assim, foram descontados 5 anos e 7 meses. Dessa forma, Élcio pode sair em 2031 e, por outro lado, Lessa chegaria ao semiaberto em 2037 e, posteriormente, livre em 2039.

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