Megaoperação no DF, SP e PE mira gangue suspeita de roubar Rolex de Leo Dias

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Colunista foi assaltado em setembro em Recife; quadrilha é conhecida por modus operandi agressivo e organizado

Por: Tatiane Braz

Foto Destaque: Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realiza, nesta quinta-feira (7/11), uma operação de grande porte contra a “Gangue do Rolex,” grupo criminoso suspeito de roubar o relógio do colunista Leo Dias. O assalto ocorreu em 27 de setembro, quando Dias estava parado em um semáforo na Praia de Boa Viagem, em Recife, com a janela do carro aberta. O ladrão anunciou o assalto e levou o acessório avaliado em cerca de R$ 200 mil. Após o ocorrido, o jornalista ofereceu uma recompensa de R$ 5 mil por informações que ajudassem a recuperar o item.

As investigações da PCDF apontam que a mesma quadrilha, alvo da operação desta manhã, pode estar envolvida no assalto a Leo Dias. Segundo fontes policiais, o grupo age com um modus operandi específico, focando em áreas de alto poder aquisitivo e utilizando motocicletas com placas adulteradas para dificultar a ação policial.

Na ação de hoje, equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) cumprem oito mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados de São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal. Até o momento, cinco pessoas foram presas, e quatro relógios da marca Rolex, avaliados em R$ 150 mil cada, foram recuperados.

Organização e modus operandi que teve Léo Dias como vítima

A Gangue do Rolex opera de maneira estruturada e em várias capitais brasileiras. O grupo conta com “olheiros” que selecionam as vítimas e “executores” que realizam os roubos de forma rápida e violenta. Os integrantes do grupo, com bases em diferentes estados, se comunicam via aplicativos de mensagens para coordenar as ações em tempo real.

De acordo com o delegado Renato Fayão, a quadrilha possui uma rede de receptadores que pode atuar até em nível internacional, o que dificulta a recuperação dos bens roubados. O uso de armas e a rapidez na execução dos crimes elevam o risco de evolução para latrocínio, já que a pressão para a realização dos roubos intensifica a tensão durante as abordagens.

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