Por: Sidney Araujo
Foto Destaque: IMAGO/Thiego Mattos
O Flamengo empatou em 2 a 2 com o Vitória, na tarde deste domingo (08/12), no Maracanã, em jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o ponto importante foi a despedida de Gabigol, que tem contrato até o final de dezembro e não irá permanecer no clube para 2025.
Em seu último jogo vestindo a camisa do Rubro-Negro, no qual conquistou 13 títulos durante seis anos, Gabigol marcou em seu “Adeus”. Ou melhor, podendo ser um “até logo”. Isso porque em entrevista ao final do confronto o atacante não descartou a possibilidade de um retorno futuro ao clube da Gávea e citou uma promessa a Marcos Braz, que é diretor de futebol do time.
“Ele sabe o que eu prometi a ele (Braz), e eu sei o que ele prometeu a mim. Então acho que um dia eu volto”, disse o atacante. Logo depois, ele deu um abraço no diretor. Ao ser perguntado sobre a sua relação com o centroavante, Braz disse que foi tudo entre “tapas e beijos” e que a briga de Gabigol com Landim pode ser “corrigida” com o tempo. VEJA O GOL!
Ver essa foto no Instagram
Gabigol fala sobre problemas com Landim e celebra afeto com torcida do Flamengo
Ainda na entrevista, Gabigol não poupou críticas à gestão do Flamengo. Ao confirmar que o jogo foi o último pelo clube, o atleta aproveitou o momento para cutucar a direção. “Eu tenho palavra, diferente de outras pessoas”, disse sem citar nomes. Porém, dar-se a entender que a insatisfação é com o presidente Rodolfo Landim, que teria mudado os termos da negociação da renovação após ter, segundo o jogador, confirmado tudo.
Antes da partida, Gabigol ganhou uma placa de Landim e cumprimentou de maneira cordial, mas sem tirar fotos. “Meus pais me criaram como homem, e acho que a coisa mais honrosa do homem é ter palavra. Não tiveram palavra comigo, mas minha palavra é mantida, eu não vou ficar”, afirmou.
Sobre a torcida, Gabriel foi só elogios durante toda a sua trajetória. “O que importa mesmo é o que as ruas falam, tenho certeza que quando eu andar na rua, daqui a 15 anos ou daqui a 15 minutos, eu vou ser idolatrado, vou ser amado. O que me importa é a torcida, sempre joguei por eles. Foi paixão à primeira vista, no primeiro dia em que eu pisei no Maracanã senti algo que acho que nunca mais eu vou sentir na minha vida.”