Recursos serão usados para pagar fornecedores e manter funcionamento de hospitais enquanto pacientes aguardam leitos de UTI
A saúde pública de Goiânia enfrenta uma grave crise, mas pode receber um alívio financeiro com a liberação de R$ 57,3 milhões bloqueados pela Justiça. O interventor da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Márcio de Paula Leite, e o prefeito eleito, Sandro Mabel (União), estão trabalhando para destravar os recursos, que serão utilizados para pagar dívidas com fornecedores e assegurar a operação das unidades de saúde.
Sandro Mabel anunciou que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) autorizou a criação de uma comissão de conciliação para renegociar os pagamentos atrasados. “Nosso foco é quitar as dívidas e garantir que os serviços de saúde continuem funcionando para atender a população”, afirmou o prefeito eleito.
Os valores, voltados para Média e Alta Complexidade (MAC), são essenciais para enfrentar os efeitos da crise, que já resultou em óbitos de pacientes aguardando por vagas em UTIs, conforme relatos de familiares.
Medidas emergenciais para a crise
Márcio de Paula, interventor designado no Diário Oficial do Estado, coordenará até o fim do ano uma equipe composta por representantes do governo estadual, forças policiais e Ministério Público de Goiás (MP-GO). Essa força-tarefa dará continuidade às ações emergenciais iniciadas pelo gabinete de crise, montado para lidar com os atrasos nos pagamentos a empresas contratadas e os consequentes problemas no atendimento médico.
O futuro secretário de Saúde de Goiânia, Luiz Gaspar, também participou de discussões estratégicas para minimizar os danos da crise. Apesar dos desafios, Márcio demonstrou confiança nas medidas tomadas, enfatizando que o esforço coletivo poderá reduzir os impactos e salvar vidas.
Por: Redação
Foto: Ascom Fundahc