Indulto de Natal 2024: Lula favorece doentes graves, mas mantém exclusão de crimes graves e atos do 8/1

Decreto beneficia grupos vulneráveis e reforça critérios rigorosos para concessão do perdão de penas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (23/12) o decreto de indulto natalino, contemplando detentos em condições específicas de saúde e vulnerabilidade social. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), inclui requisitos rigorosos e mantém a exclusão de presos envolvidos em crimes de grande impacto, como os atos de 8 de janeiro de 2023.

Quem pode ser beneficiado?

O decreto alcança:

  • Doentes graves: detentos com doenças terminais ou condições como HIV avançado e câncer.
  • Idosos: presos com mais de 60 anos que já tenham cumprido parte da pena.
  • Mães e gestantes: mulheres grávidas ou mães de crianças menores de 12 anos ou com deficiência.
  • Condenados sem violência: detentos por crimes sem grave ameaça, desde que tenham cumprido ao menos um quinto da pena até 25 de dezembro de 2024, ou um quarto, no caso de reincidentes.

O indulto é condicionado ao cumprimento de requisitos que comprovem a inexistência de reincidência grave ou perigo à ordem pública.

Quem está excluído?

O decreto exclui:

  • Crimes graves: condenados por homicídio, estupro, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, corrupção e racismo.
  • Atores dos atos de 8 de janeiro: envolvidos na tentativa de golpe de Estado.
  • Líderes de facções e presos no RDD: indivíduos de alta periculosidade ou sob regime disciplinar rígido.
  • Delatores: beneficiados por acordos de colaboração premiada.

Critérios humanitários e rigor

A medida segue a tradição de flexibilização em casos humanitários, como saúde debilitada e vulnerabilidade social, mas reforça que crimes que coloquem em risco a segurança pública ou a democracia não serão contemplados.

Pronunciamento presidencial

O presidente Lula em seu pronunciamento nacional nesta segunda-feira, às 20h30, detalhou o decreto. Ele destacou o equilíbrio entre justiça e a inclusão de casos com forte apelo humanitário, reafirmando o compromisso de seu governo com critérios rigorosos e sociais.


Por: Tatiane Braz
Foto: Reprodução

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