Lei Federal incentiva produção sustentável do Pequi e conservação do Cerrado

Nova legislação protege o pequi, fortalece práticas sustentáveis e amplia o acesso aos frutos do bioma

Foi sancionada a Lei 1970/2019, que estabelece diretrizes para promover a produção sustentável de frutos típicos do Cerrado, como o pequi, e proteger esse importante bioma brasileiro. Em Goiás, a Emater desempenha um papel estratégico na conservação do pequi por meio de pesquisa, desenvolvimento de variedades e reprodução de mudas de alta qualidade.

A Emater é responsável por manter o maior banco de germoplasma de pequi do mundo, com mais de 1.600 variedades catalogadas. Esse acervo genético permite a reprodução de mudas robustas e adaptadas, fortalecendo o cultivo e ampliando o acesso a comunidades e produtores.

Na Estação Experimental Nativas do Cerrado, a Emater produz mudas de espécies como mangaba, cagaita, jenipapo, baru e murici. Essa iniciativa busca preservar a biodiversidade e fomentar práticas agrícolas sustentáveis que equilibram a conservação ambiental com o desenvolvimento econômico da região.

A lei sancionada também proíbe a derrubada predatória de pequizeiros, incentivando o manejo responsável e o plantio de espécies nativas. Além disso, estimula ações como eventos culturais, certificações de qualidade e apoio ao mercado de produtos derivados dos frutos do Cerrado, valorizando os produtores locais e gerando mais oportunidades econômicas.

Segundo Marcos Alves, gerente da Estação Experimental de Nativas do Cerrado, “essa legislação é um marco para os agricultores familiares, pois impulsiona o cultivo de frutos como pequi, mangaba e baru, além de reforçar a importância da preservação ambiental.”

O pequi, um dos frutos mais icônicos do Cerrado, já conta com novas variedades lançadas em parceria com a Embrapa Cerrados. Essas inovações não apenas fortalecem a cultura do bioma, mas também ampliam a comercialização do fruto em feiras e mercados. Produtos derivados do pequi e de outros frutos, como óleos e cosméticos, estão ganhando cada vez mais espaço no mercado, impulsionando a economia local.

A nova legislação é um passo essencial para garantir o equilíbrio entre conservação ambiental e geração de renda para as comunidades que dependem dos recursos do Cerrado.


Por: Redação
Foto: Emater

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