Adolescente acusa mãe de santo de abuso e tortura em terreiro de Umbanda no DF

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Vítima de 17 anos relata ter sido mantida em cativeiro, forçada à prostituição e submetida

Uma adolescente de 17 anos acusou uma mãe de santo de abuso físico, psicológico e exploração sexual em um terreiro de Umbanda no Distrito Federal. A jovem, que apresentava sinais visíveis de tortura, fugiu do local no final de janeiro e buscou ajuda dos pais. O caso está sendo investigado pela 14ª Delegacia de Polícia do Gama.

Detalhes do caso
A adolescente procurou o terreiro Tenda Espiritual Vovó Maria Conga Aruanda em setembro de 2024, buscando apoio para uma transição de gênero. A mãe de santo Hayra Vitória Pereira Nunes, de 22 anos, prometeu acolhimento e emprego. No entanto, a vítima relata que foi mantida em cativeiro e submetida a abusos.

“Ela era uma pessoa simples e superacolhedora, fez a minha cabeça. Quando fui ver, já estava no fundo do buraco”, disse a adolescente às autoridades.

Relatos de tortura e exploração
A jovem afirma que foi obrigada a realizar tarefas domésticas e, posteriormente, forçada à prostituição. “Ela nos transformou em escravos, éramos obrigadas a nos prostituir. Minhas roupas foram parar no lixo porque eram inadequadas para a minha nova função”, declarou.

Um dos episódios mais graves ocorreu após o desaparecimento de R$ 200 no terreiro. A adolescente descreve ter sido torturada com pauladas, queimaduras de brasa nas mãos e na cabeça, cortes com garrafa quebrada e aplicação de pimenta nas feridas.

“Ela pegou uma concha com brasa e queimou a palma das minhas mãos, depois queimou o topo da minha cabeça. Foi totalmente horrível”, relatou a vítima.

 Investigação e prisão
A polícia investiga se há outras vítimas envolvidas no caso. Durante a prisão da mãe de santo, os agentes encontraram outro adolescente de 15 anos no local, que a chamava de “mãe”.

“Um fato que chamou a nossa atenção durante a prisão é que, no momento em que chegamos na nova casa, ela já estava com outro adolescente de 15 anos, que a chamava de mãe. Dá um indicativo de que ela continuaria fazendo novas vítimas”, afirmou o delegado William Ricardo.

 Proteção à vítima
A adolescente está sob proteção do Conselho Tutelar e recebe acompanhamento psicológico. A defesa de Hayra Vitória Pereira Nunes não foi localizada para comentar as acusações.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução

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