Justiça mantém prisão de João Neto, influenciador acusado de agredir namorada em Maceió

Imagens de câmeras de segurança mostram momento da agressão; pedido de habeas corpus foi negado neste sábado (19)

O Tribunal de Justiça de Alagoas negou neste sábado (19) o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do advogado e influenciador digital João Neto, preso na última segunda-feira (14) em Maceió. Ele é acusado de agredir a namorada dentro do apartamento onde moravam.

De acordo com a decisão judicial, as provas reunidas até o momento — incluindo imagens de câmeras de segurança do condomínio — são consideradas graves e suficientes para manter João Neto preso preventivamente. A Justiça entendeu que há risco para a integridade da vítima, caso o acusado responda ao processo em liberdade.

As imagens do circuito interno mostram o momento em que a vítima, visivelmente ferida e com sangramento intenso, é amparada por João Neto, que tenta conter o sangue com um pano. O vídeo também registra o influenciador pedindo a um funcionário do local para limpar os vestígios da agressão. Pouco depois, o casal deixa o prédio.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou à polícia que foi empurrada com força e caiu, batendo o queixo no chão, o que causou um corte profundo na cabeça. Ela foi encaminhada ao hospital, onde recebeu atendimento médico.

Defesa silencia após nota inicial

A defesa de João Neto se manifestou apenas uma vez, por meio de nota publicada em sua conta oficial no Instagram — onde ele soma mais de 2 milhões de seguidores. O texto dizia que os fatos seriam esclarecidos na audiência de custódia. Desde então, o perfil permanece sem novas atualizações.

Declarações polêmicas

Dias antes de ser preso, João Neto participou de um podcast onde declarou que “há motivos para um homem bater em uma mulher”, alegando legítima defesa. “Homem só tem um motivo para bater em mulher: se ela lhe bater. Quem não quer apanhar, não bate”, afirmou, em entrevista gravada no dia 5 de abril.

As declarações ganharam repercussão negativa nas redes sociais e foram citadas por movimentos de defesa dos direitos das mulheres como exemplo de discurso que naturaliza a violência de gênero.

A defesa ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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