MC Poze do Rodo é preso no Rio sob acusação de ligação com o tráfico e apologia ao crime

Polícia apreende carros e joias na casa do funkeiro; ele é suspeito de se apresentar em bailes controlados pelo Comando Vermelho

O cantor MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A prisão ocorre no contexto de uma investigação que apura a suposta ligação do artista com o tráfico de drogas e a prática de apologia ao crime. De acordo com a Polícia Civil, Poze é acusado de se apresentar em bailes promovidos e controlados por traficantes do Comando Vermelho, onde homens armados com fuzis garantem a segurança dos eventos.

Segundo as autoridades, as músicas de MC Poze exaltariam o tráfico, incentivariam o uso de armas e incitariam confrontos entre facções criminosas, o que contribui diretamente para a escalada da violência nas comunidades do Rio. Durante a operação, carros de luxo e joias do funkeiro foram apreendidos. Em suas redes sociais, Poze comentou: “Levaram tudo”.

Trajetória marcada por polêmicas e superação

Marlon Brandon Coelho Couto Silva, de 26 anos, é um dos nomes mais conhecidos do funk carioca contemporâneo, com sucessos como “Essência de Cria”, “Vida Louca” e “A Cara do Crime”. Ao longo dos anos, Poze construiu uma carreira que mistura letras sobre a realidade das favelas e ostentação, acumulando mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Poze se envolveu com o tráfico de drogas ainda na adolescência, na favela do Rodo, de onde deriva seu nome artístico. Em suas músicas, é comum abordar a violência sofrida pelos jovens das periferias e o cotidiano das comunidades.

Não é a primeira vez que o funkeiro enfrenta problemas com a Justiça. Em setembro de 2019, ele foi preso em um baile funk no Mato Grosso, acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico, incitação e apologia ao crime. No ano seguinte, em 2020, chegou a ser considerado foragido pela polícia.

Apesar do histórico criminal, Poze já havia declarado, em entrevistas, que a música transformou sua vida e o ajudou a se afastar do crime. Na última edição do programa Profissão Repórter, ele relembrou sua trajetória e falou sobre o processo de superação: “De traficante a cantor de sucesso”, destacou.

Em 2020, lançou O Sábio, seu primeiro álbum de estúdio, com colaborações de importantes nomes do rap, trap e funk, como Cabelinho, Orochi e Oruam, consolidando sua posição na cena musical.

As investigações seguem em curso, e o artista permanece detido à disposição da Justiça.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Bis

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