STF inicia interrogatórios de réus por tentativa de golpe; Bolsonaro será ouvido na sexta posição

Sessões começam na próxima segunda (9), com depoimento de Mauro Cid; cronograma prevê oitivas até o dia 13 de junho

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima segunda-feira (9), às 14h, os interrogatórios dos réus do chamado “Núcleo 1” da ação que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será o sexto a prestar depoimento. As audiências ocorrerão presencialmente no plenário da Corte.

O primeiro a ser interrogado será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid é considerado peça-chave no processo, especialmente após ter firmado acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

A sequência dos interrogatórios seguirá a ordem alfabética dos acusados:

Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;

Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República;

Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto (PL), general, ex-ministro da Defesa e ex-candidato à Vice-Presidência da República.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, reservou mais quatro sessões para a realização das oitivas, que poderão se estender até o dia 13 de junho. Devido à agenda do plenário do STF, os horários variam ao longo da semana:

10/06 (terça-feira): das 9h às 20h;

11/06 (quarta-feira): das 8h às 10h;

12/06 (quinta-feira): das 9h às 13h;

13/06 (sexta-feira): das 9h às 20h.

Nesta segunda-feira (2), o STF concluiu a fase de oitivas das testemunhas de defesa e acusação com o depoimento do senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. Em sua fala, Marinho negou qualquer articulação para um golpe e afirmou que o então presidente estava preocupado com uma transição pacífica de governo.

Ao todo, foram ouvidas 52 testemunhas — cinco indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e 47 pelas defesas dos réus, sendo que duas prestaram depoimento por escrito.

O processo é um dos mais relevantes da atual gestão do Supremo, com potencial para estabelecer importantes precedentes na responsabilização de autoridades envolvidas em ataques à ordem democrática.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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