Mistério persiste após jovem confessar assassinato da família em Itaperuna

Delegado aponta novas linhas de investigação e quer saber se adolescente agiu sozinho ou teve influência externa

O caso do adolescente que assassinou os pais e o irmão de apenas 3 anos, em Itaperuna (RJ), ainda apresenta pontos sem explicação, mesmo após o menor confessar o triplo homicídio. Os corpos foram descobertos na quarta-feira (5), dentro da cisterna da residência da família. Segundo a Polícia Civil, ainda restam dúvidas importantes que precisam ser esclarecidas antes da conclusão do inquérito.

O inquérito é conduzido pela 143ª Delegacia Policial (Itaperuna), com apoio da polícia de Mato Grosso, onde vive a namorada virtual do garoto. A motivação, o possível envolvimento de terceiros e influências externas estão sob apuração.

O que motivou o crime?
De acordo com o delegado Carlos Augusto Guimarães, duas hipóteses são analisadas. A primeira seria um desentendimento após o jovem ser proibido de visitar a namorada. A outra envolve uma pesquisa feita pelo adolescente na internet sobre “como receber FGTS de falecido”. O pai teria saldo de R$ 33 mil.

A namorada teve participação?
A adolescente de 15 anos, moradora de Água Boa (MT), conheceu o rapaz em jogos online em 2019. Ela já foi ouvida e negou qualquer envolvimento. A polícia aguarda acesso às mensagens trocadas entre os dois.

Outras pessoas estão envolvidas?
A polícia busca descobrir se houve ajuda de terceiros, seja presencial ou virtual. Como o crime ocorreu de madrugada, não houve testemunhas. Contatos em jogos online também estão sendo analisados.

Qual era o vínculo familiar?
Pelas redes sociais, a família aparentava ser unida. O pai postava homenagens ao filho: “anjo de Deus”, “companheirinho”, “irmão cuidadoso”. A polícia vai ouvir pessoas próximas para entender se essa imagem refletia a realidade.

O adolescente fazia parte de grupos de ódio?
O garoto relatou interações em jogos online com diferentes usuários. A polícia está vasculhando suas redes e histórico digital para avaliar se foi manipulado ou incentivado a cometer o crime.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução

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