Advogada pede desativação de desfibrilador de Byron Black, preso há quase 40 anos, para evitar choques durante injeção letal
A execução de Byron Black, marcada para 5 de agosto no estado do Tennessee, Estados Unidos, pode se tornar um episódio de tortura, segundo alerta de sua defesa. O condenado de 68 anos tem um desfibrilador cardíaco implantado que, se não for desativado antes da injeção letal, pode disparar choques elétricos repetidos durante o procedimento, transformando a pena capital em um evento cruel e doloroso.
Black foi condenado à morte pelo assassinato da ex-namorada, Angela Clay, e das duas filhas dela, Latoya, de 9 anos, e Lakesha, de 6, em 1987. De acordo com as autoridades, os crimes foram cometidos por ciúmes. Desde então, ele é um dos prisioneiros no corredor da morte há mais tempo no Tennessee.
Segundo a advogada Kelley Henry, o dispositivo implantado no peito de Black — semelhante a um marca-passo — pode reagir aos efeitos da injeção letal aplicando choques sucessivos ao coração. A defesa alega que, se isso ocorrer, a execução pode se estender por um tempo indeterminado e causar “dor excruciante” ao detento, inclusive por risco de edema pulmonar súbito.
A defesa também argumenta que Byron Black não deveria sequer estar sujeito à pena de morte devido à sua condição mental. Ele foi diagnosticado com demência, deficiência intelectual e lesões cerebrais graves. No entanto, a Justiça do Tennessee ainda não decidiu se ele é ou não inelegível para a pena capital.
No fim de junho, os advogados de Black protocolaram uma liminar exigindo que o Departamento de Correções do estado desative o desfibrilador imediatamente antes da execução. O órgão ainda não se manifestou sobre o pedido.
Por: Redação
Foto: Tennessee Department of Correction/ AFP/Via Extra