Presidente dos EUA também cogita sanções a países aliados do Kremlin que continuam comprando petróleo russo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que poderá impor tarifas de 100% a produtos da Rússia caso não seja firmado um acordo de cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia nos próximos 50 dias. O anúncio foi feito durante coletiva na Casa Branca ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Trump declarou estar “muito insatisfeito” com a postura russa e disse que sanções ainda mais duras poderão ser aplicadas a países que mantêm relações comerciais com Moscou, especialmente na compra de petróleo. “Comércio é uma ferramenta poderosa para resolver conflitos”, afirmou o presidente americano.
A proposta prevê o uso de chamadas “tarifas secundárias” — penalidades econômicas aplicadas a países que negociarem com a Rússia, prática já utilizada anteriormente contra o regime da Venezuela. O objetivo é aumentar a pressão internacional sobre o presidente Vladimir Putin.
Apesar das ameaças, Trump também expressou frustração com a demora em alcançar um acordo de paz. “Eu achei que já deveríamos ter fechado isso há muito tempo. Mas isso só se repete”, disse o republicano, sinalizando impaciência com o prolongamento do conflito no Leste Europeu.
Segundo especialistas, as exportações russas para os EUA já estão bastante reduzidas por causa das sanções ocidentais adotadas desde 2022. Com isso, novas tarifas diretas teriam impacto limitado. Por isso, a estratégia de atingir aliados comerciais do Kremlin pode representar um novo nível de enfrentamento econômico.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia avalia medidas de retaliação, mas que uma reação imediata está descartada por ora. No Brasil, o governo Lula já anunciou a criação de um comitê para analisar os possíveis impactos das novas tarifas americanas no comércio internacional.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto Destaque: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump