Menina indígena venezuelana foi sepultada em Betim; família pede justiça enquanto a Polícia Civil investiga possível caso de estupro de vulnerável
O sepultamento da menina Dorca Mata Rattia, de apenas 12 anos, terminou em confusão nesta terça-feira (15), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A adolescente, de origem indígena e nascida na Venezuela, morreu no último domingo (13) após um parto de emergência. Durante o enterro, o jovem apontado como o pai do bebê foi agredido por uma parente da menina.
A cerimônia aconteceu no Cemitério Parque da Cachoeira e reuniu cerca de 70 pessoas, em sua maioria membros da comunidade indígena à qual Dorca e sua família pertenciam. Ela era a filha mais velha entre cinco irmãos e vivia com os pais em uma ocupação na Grande BH.
Segundo testemunhas, a agressão partiu de uma tia da adolescente, que não conteve a revolta diante da tragédia. A situação foi contida por outros presentes, que evitaram que a briga se agravasse.
Tragédia revelada tarde demais
Dorca estava grávida de oito meses, mas sua condição só foi descoberta pela família cerca de um mês antes do parto. O tio da menina, Andy Ramires, relatou que a mãe desconfiou da gravidez e comprou um teste de farmácia. A confirmação pegou todos de surpresa. “Ela não tinha barriga de grávida”, contou Flávia Gomes, brasileira que presta apoio à comunidade indígena. “O pai achava que ela estava no segundo mês. Foi um choque para todos quando disseram que teria que ser feito o parto”.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Itatiaia