Procuradoria imputa cinco crimes ao ex-presidente e afirma que ele comandou grupo que tentou impedir a posse de Lula após as eleições de 2022
O Ministério Público Federal, por meio da PGR (Procuradoria-Geral da República), encaminhou nesta segunda-feira (14) suas alegações finais na ação que investiga a tentativa de subversão do resultado eleitoral de 2022. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é apontado como mentor de uma organização criminosa montada para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No parecer assinado por Paulo Gonet, procurador-geral da República, Bolsonaro é responsabilizado por ações que teriam como finalidade abalar o Estado Democrático de Direito. A peça relata tentativas de cooptação das Forças Armadas, uso da máquina pública para questionar a lisura das urnas eletrônicas e apoio logístico aos atos golpistas.
De acordo com o documento, Bolsonaro não só deixou de agir contra os ataques do 8 de janeiro, como também “atuou para garantir apoio moral e operacional aos acampamentos antidemocráticos e às manifestações que pediam intervenção militar”.
A PGR solicita sua condenação por cinco delitos:
Comando de organização criminosa armada
Tentativa de abolir, com violência, o regime democrático
Conspiração para golpe de Estado
Danos ao patrimônio público
Danos a bens culturais tombados
A ação penal está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda agora a manifestação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, figura central na investigação. Em seguida, os demais réus também deverão apresentar suas alegações finais no prazo de 15 dias.
Bolsonaro nega envolvimento e acusa perseguição judicial. Segundo sua defesa, o ex-presidente sempre atuou “dentro das quatro linhas da Constituição”.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/TV Brasil