Onze bebês foram afetados por falha na aplicação de imunizantes em hospital conveniado ao SUS, no norte de SC
Um incidente envolvendo a troca de medicamentos assustou famílias de 11 recém-nascidos atendidos no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, norte de Santa Catarina. Em vez da vacina contra hepatite B, os profissionais de saúde aplicaram soro antiofídico — usado para tratar mordidas de cobras como a jararaca.
Apesar da gravidade do erro, o hospital informou que os bebês estão bem, sem reações adversas.
“Reforçamos que nenhuma reação adversa foi identificada nos recém-nascidos, os quais não estão internados, permanecem estáveis e sob acompanhamento”, declarou a unidade em nota.
Segundo a direção, os frascos do soro e da vacina são do mesmo fabricante e estavam armazenados próximos, o que teria causado a confusão. A falha só foi percebida em 12 de julho, e desde então o hospital afirma estar prestando total suporte às famílias.
“Desde o primeiro momento, o hospital adotou todas as medidas de assistência e acolhimento às famílias e aos recém-nascidos envolvidos, que vêm e serão monitorados de forma contínua por nossa equipe multidisciplinar”, diz o comunicado.
A substância aplicada, chamada imunoglobulina heteróloga, não representa risco em pequenas doses, de acordo com o Ciatox-SC. “Não existe risco de reações graves e moderadas”, informou a nota.
A prefeitura de Canoinhas disse que abrirá auditoria para apurar responsabilidades. O hospital é filantrópico e tem parte dos atendimentos realizados via SUS, com repasse mensal de aproximadamente R$ 1 milhão da administração municipal.
A DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) acompanha o caso e orienta que os recém-nascidos fiquem sob observação por até 30 dias. As vacinas corretas ainda devem ser administradas, já que estão dentro do prazo legal.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/Hospital Santa Cruz de Canoinhas