Rosana Maciel Gomes, que estava na lista vermelha da Interpol, foi deportada dos EUA e cumprirá pena de 13 anos e 6 meses de prisão
A Polícia Federal prendeu, na noite desta quarta-feira (27), Rosana Maciel Gomes, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e 6 meses de prisão pelos crimes relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A captura ocorreu no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, quando ela desembarcava em um voo fretado pelo governo americano com brasileiros deportados.
Segundo a PF, Rosana foi detida pela imigração dos Estados Unidos e, após exame de corpo de delito, encaminhada ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na capital mineira, onde permanece à disposição da Justiça.
Condenação pelo STF
Presente dentro do Palácio do Planalto durante a invasão de 8 de janeiro, Rosana foi presa em flagrante e posteriormente denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O STF a condenou por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Em decisão publicada em fevereiro de 2024, a Corte confirmou a pena definitiva, que também inclui 100 dias-multa e pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Fuga e lista da Interpol
Em agosto de 2023, Rosana havia conseguido liberdade provisória, mas descumpriu medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar. No início de 2024, deixou de comparecer às audiências em Goiânia e teve os bens bloqueados.
Diante da fuga, o STF determinou sua inclusão na lista vermelha da Interpol. Autoridades estrangeiras registraram passagens dela por países como Uruguai, Argentina e Peru, antes da detenção nos Estados Unidos.
Defesa nega envolvimento em violência
Durante o processo, os advogados de Rosana alegaram que sua participação foi pacífica e que não havia provas suficientes para responsabilizá-la pelos crimes mais graves. Todos os recursos apresentados foram rejeitados pelo STF.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Fábio Lima/O Popular