Ministério Público aponta fraudes em programas estaduais; esposa e outros investigados também foram denunciados
O delegado Dannilo Ribeiro Proto, preso durante a Operação Regra de Três, foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suspeita de fraudes em contratos e desvio de recursos destinados a escolas estaduais em Rio Verde, na região sudoeste do estado. Além dele, a esposa e outros supostos integrantes do esquema também foram alvo da acusação.
Segundo o MP, a complexidade das investigações e o grande número de pessoas envolvidas levaram o órgão a apresentar duas denúncias distintas. Entre os crimes atribuídos ao delegado estão organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação, contratação direta ilegal, peculato, falsificação, uso de documento particular e lavagem de capitais.
Na primeira denúncia, além do delegado, aparece sua esposa, que foi coordenadora regional de Educação em Rio Verde entre 2019 e 2024. O grupo é acusado de utilizar programas como o Reformar e o Revisa Goiás para viabilizar contratações irregulares e desvio de recursos. Já a segunda denúncia repete os mesmos nomes, mas foca em supostas fraudes em contratos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A respeito de um concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde, o Gaeco Sul informou que as irregularidades identificadas serão alvo de uma ação penal própria, a ser apresentada em breve.
Repercussões
Em nota, a defesa do delegado, representada pelo advogado Alan Cabral Jr., afirmou que a denúncia contém “excesso narrativo” e prometeu demonstrar a ausência de provas e de fundamentos que sustentem as acusações.
A Polícia Civil informou que encaminhou os dados relacionados à participação de servidores à Corregedoria da corporação. Já a Secretaria Estadual de Educação declarou não ter tido conhecimento prévio dos fatos investigados, ressaltando que os envolvidos não fazem parte da atual gestão. O órgão acrescentou que, após receber oficialmente os documentos, abrirá processo de apuração interna.
Os nomes dos outros denunciados não foram divulgados.
Por: Redação
Foto: Reprodução/Instagram de Dannilo Ribeiro Proto