Itaú promove demissões em massa e cita baixa produtividade e falta de aderência cultura

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Banco diz que é uma questão de avaliação de desempenho e cultura organizacional

Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil, fez demissões em massa na segunda-feira, dia 8, e causou grande impacto entre funcionários e ex-funcionários.

O banco defendeu os cortes como sendo originados de avaliações internas de produtividade e adequação cultural, que são parte da política de gestão de recursos humanos do banco.

Embora não tenham sido divulgados números oficiais, relatos nas redes sociais indicam que até mil dos demitidos podem ser funcionários profissionais. O Itaú conta com cerca de 100.000 funcionários em todo o país.

Repercussões nas redes sociais

No final da manhã, notícias sobre os trabalhadores demitidos já haviam começado a surgir. Esses trabalhadores disseram que, embora estivessem registrando ponto e realizando seu trabalho, o banco os considerou como não suficientemente engajados.

Um ex-funcionário afirmou que o anúncio pegou os colegas de surpresa, acrescentando: “Pessoas que obtiveram resultados foram demitidas por não ‘se encaixarem’ no perfil cultural de que estão interessados.”

A notícia gerou debate sobre a pressão por produtividade e o papel de critérios subjetivos como “adequação cultural” nas demissões.

Declaração oficial do Itaú

Em comunicado, o Itaú afirmou que as demissões foram realizadas de maneira cuidadosa, considerando aspectos do trabalho e também o alinhamento com as necessidades atuais do banco.

A medida faz parte de um exercício de construção cultural e ajudará a alcançar mais foco na entrega de resultados, afirmou o instituto.

Lei Magnitsky e contexto internacional

Ao mesmo tempo, o presidente do banco, Milton Maluhy Filho, afirmou que o Itaú continuará a aderir às regras da Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que impõe sanções a indivíduos e entidades envolvidas em corrupção e abusos dos direitos humanos.

O tema tornou-se mais urgente após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, Alexandre de Moraes, ser adicionado à lista de sanções dos EUA. Embora o Itaú não comente casos específicos, “o banco opera em 19 países e respeita todas as normas locais, bem como as normas internacionais”, disse Maluhy.

Bradesco também anunciou que adotará uma atitude semelhante.


Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/Wikicommons

 

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