Ministério das Relações Exteriores reforça compromisso com democracia e soberania diante de declarações do governo americano
O Itamaraty emitiu, na noite desta terça-feira (9), um posicionamento firme contra as recentes declarações do governo dos Estados Unidos, que sugeriram a possibilidade de sanções econômicas ou uso do poder militar contra o Brasil.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “o governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de força contra a nossa democracia”, reforçando que os três Poderes da República têm o dever de proteger a liberdade e a vontade popular expressa nas urnas, sem se intimidar diante de pressões externas.
A pasta destacou ainda o repúdio a qualquer tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir instituições nacionais, reforçando a soberania brasileira.
O posicionamento do Itamaraty ocorreu no mesmo dia em que a Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, afirmou que o governo americano não hesitaria em utilizar poder econômico ou militar para proteger a liberdade de expressão no mundo.
No mesmo contexto, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe prosseguiu, com votos favoráveis à condenação do ex-presidente e de outros sete réus integrantes do núcleo central da trama golpista. O ministro Flávio Dino reforçou que nenhuma pressão externa influenciará a decisão do STF, questionando a efetividade de tentativas de intimidação por governos estrangeiros.
Além disso, o subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, declarou que o governo americano continuará adotando medidas contra abusos de autoridade que possam prejudicar liberdades fundamentais, destacando a constante interação entre autoridades americanas e representantes brasileiros, como Eduardo Bolsonaro e influenciadores aliados, na tentativa de articular sanções.
O posicionamento firme do Itamaraty reflete a preocupação do Brasil em preservar sua democracia e autonomia, reforçando que qualquer forma de coação externa será repudiada e não terá efeito sobre as decisões nacionais.
Por’ Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais