Professora da UFPR foi alvo de xingamentos e cusparada; caso gerou indignação entre colegas e alunos
Melina Girardi Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, foi alvo de agressões verbais e chegou a receber uma cusparada dentro da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde leciona Direito desde 2012. O episódio ocorreu na última sexta-feira (12/9) e causou grande repercussão na comunidade acadêmica.
A professora foi chamada de “lixo comunista” por um agressor, em um ato que foi considerado por colegas e estudantes como um ataque motivado por intolerância política. Apesar da gravidade do ocorrido, Melina manteve a rotina de trabalho, mas relatou a violência sofrida à direção da universidade.
Formada em Direito pela UFPR em 2005, Melina possui mestrado e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especializações em universidades da França e de Portugal. Sua trajetória acadêmica é marcada pela defesa de temas ligados ao Direito Constitucional e aos Direitos Humanos.
Além de professora, Melina Fachin ocupa desde 2021 o cargo de diretora da faculdade de Direito da UFPR. Também atua como advogada no escritório Fachin Advogados Associados, fundado por seu pai, e participa de diferentes conselhos jurídicos nacionais.
A agressão levantou debates sobre a escalada de hostilidade contra acadêmicos e autoridades ligadas ao Judiciário. Instituições de ensino e representantes da área do Direito manifestaram solidariedade a Melina e cobraram providências para que episódios semelhantes não se repitam.
Por: Tatiane Braz
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