Popularidade do presidente se mantém no mesmo patamar, mesmo após julgamento de Bolsonaro e avanços na economia
A pesquisa Genial/Quaest divulgada em setembro aponta que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece estável em relação ao mês anterior. O levantamento revela que 51% dos brasileiros desaprovam a gestão, enquanto 46% aprovam – índices idênticos aos registrados em agosto. O alívio da inflação dos alimentos, que havia melhorado a percepção popular anteriormente, não se repetiu neste mês.
Na percepção geral, 38% consideram o governo negativo e 31% positivo, praticamente os mesmos resultados do mês passado. A sondagem mostra ainda que 50% avaliam o governo como pior do que esperavam, enquanto apenas 21% afirmam que está melhor. Para 58%, o Brasil segue na direção errada, reforçando o cenário de estagnação na imagem do governo.
No campo econômico, os números mostram um avanço na sensação de maior facilidade em encontrar emprego. Hoje, 41% dos entrevistados dizem que o mercado de trabalho está melhor do que há um ano, contra 34% em agosto. Já a percepção sobre preços de alimentos e poder de compra manteve-se estável, com expectativa moderada de melhora para os próximos meses.
O “tarifaço” do presidente americano Donald Trump, que impôs novas taxas a produtos brasileiros, é reprovado por 73% dos entrevistados. Para 74%, a medida vai afetar diretamente a vida dos brasileiros, enquanto quase metade da população acredita que Lula e o PT estão adotando a postura correta no embate. Apesar disso, o tema não impactou os índices de aprovação do governo.
A pesquisa também ouviu a opinião sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Para 55%, houve tentativa de golpe em 8 de janeiro, e 54% acreditam que Bolsonaro participou do plano. Ainda assim, quase metade dos entrevistados considera exagerada a pena de 27 anos de prisão. Programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família e Farmácia Popular continuam sendo bem avaliados e são vistos por 65% dos brasileiros como direitos que não podem ser retirados.
Por: Lucas Reis
Foto: Ricardo Stuckert / PR/Divulgação