Senadores e deputados foram incluídos na lista de visitas ao ex-presidente, que segue em prisão domiciliar, após decisão do ministro do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que mais quatro aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL) possam visitá-lo durante o período em que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada na última sexta-feira (19/9) e amplia a lista de políticos que já têm acesso ao líder do PL.
Entre os novos nomes autorizados estão os senadores Espiridião Amin (PP-SC) e Marcos Pontes (PL-SP), a deputada Caroline de Toni (PL-SC) e o deputado Osmar Terra (PL-RS). Todos deverão se encontrar com Bolsonaro ao longo dos próximos dias, seguindo um calendário previamente estabelecido pelo STF.
A medida se soma às visitas já confirmadas de outros aliados, como Sóstenes Cavalcante (22/9), Rogério Marinho (23/9), Rodrigo Valadares (24/9), Valdemar Costa Neto (25/9), Wilder Moraes (26/9) e Tarcísio de Freitas (29/9). Agora, com a nova liberação, Caroline de Toni está marcada para 30/9, Espiridião Amin em 1º/10, Marcos Pontes em 2/10 e Osmar Terra em 3/10.
As visitas têm gerado atenção em Brasília por reforçarem o elo entre Bolsonaro e parte expressiva de sua base política, mesmo em meio às restrições impostas pela Justiça. A cada nova autorização, o cenário político se movimenta e fortalece a expectativa sobre os próximos passos do ex-presidente.
A decisão de Moraes ocorre em meio a um momento de forte tensão entre os Poderes, especialmente após a inclusão da esposa do ministro na lista de sanções da chamada Lei Magnitsky, nos Estados Unidos. O episódio gerou repercussão internacional e ampliou a vigilância sobre o ambiente político brasileiro.
Mesmo sob monitoramento e restrições, Bolsonaro segue cercado por aliados, em um movimento que demonstra a intenção de manter sua influência viva dentro da cena política nacional. O calendário de encontros, que se estende até o início de outubro, é um retrato da estratégia de articulação que ainda gira em torno do ex-presidente.
Por: Lucas Reis
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil