Cleberson Paulo dos Santos, conhecido como “Nego Mimo”, era apontado como um dos criminosos mais perigosos ligados ao Bonde dos 14
O confronto entre forças de segurança e o crime organizado em São Paulo ganhou mais um capítulo marcante nesta terça-feira (23/9). O Batalhão de Choque da Polícia Militar matou Cleberson Paulo dos Santos, de 38 anos, identificado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido pelos apelidos “Nego Mimo” e “Nego Limo”.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele fazia parte do “Bonde dos 14”, grupo formado pelos criminosos mais influentes da facção. Além de sua posição de destaque, era apontado como um dos responsáveis por tramar, em 2019, um plano de assassinato contra o então delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes — executado na semana passada em Praia Grande, no litoral paulista.
Foragido e considerado de alta periculosidade
De acordo com a Polícia Militar, Nego Mimo estava foragido e havia fugido do sistema prisional, onde cumpria pena por homicídio. Seu nome constava entre os mais procurados e sua captura era considerada prioritária pelas autoridades de segurança.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, ressaltou que o criminoso era peça-chave na articulação de ações violentas do PCC nas ruas. “A eliminação de Nego Mimo é parte de um trabalho intenso para conter os desdobramentos da execução do delegado Ruy Fontes e enfraquecer a cúpula criminosa”, afirmou.
Histórico de enfrentamento
A morte de Ruy Ferraz reacendeu memórias da sua trajetória contra o crime organizado. Em 2006, ele foi responsável por indiciar a liderança do PCC, incluindo Marcola, chefe máximo da facção, antes de sua transferência para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. O episódio tornou Fontes um alvo declarado da organização criminosa.
Desdobramentos do caso
Com a morte de Nego Mimo, a investigação sobre os responsáveis pelo assassinato do ex-delegado segue em andamento. Até o momento, sete suspeitos já tiveram prisão decretada pela Justiça. As autoridades afirmam que a ofensiva contra a facção continuará, buscando responsabilizar todos os envolvidos na execução de Fontes.
O episódio reforça a escalada de violência entre o Estado e o crime organizado, evidenciando o risco enfrentado por agentes públicos que atuam diretamente no combate às facções criminosas em São Paulo.
Por: Redação
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