Polícia aponta que Rildo Soares violentou a jovem antes de matá-la e queimar seu corpo
A reconstituição do assassinato de Monara Pires Gouveia, de 31 anos, trouxe detalhes ainda mais cruéis sobre o crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito Rildo Soares confessou ter abusado sexualmente da vítima antes de matá-la e atear fogo em seu corpo, em Rio Verde. O procedimento realizado no local do crime ajudou a esclarecer a dinâmica do caso e reforçou as investigações sobre outros feminicídios atribuídos ao homem.
Durante o depoimento, Rildo afirmou que agiu por vingança após acusar Monara de ter furtado R$ 600 de sua casa. Ele contou que golpeou a cabeça da jovem quando ela tentou fugir para os fundos do lote e, em seguida, ateou fogo na cama box onde o corpo foi encontrado parcialmente carbonizado. Exames confirmaram que a vítima ainda estava viva no momento em que foi incendiada.
Além de Monara, o suspeito já confessou outros dois feminicídios em Rio Verde e é investigado pelo desaparecimento de duas mulheres na região. A polícia também apura a ligação de Rildo com um caso de estupro registrado na Bahia, seu estado de origem, além de outros crimes que podem ter sido cometidos em Goiás.
A investigação segue em andamento, com a coleta de provas em diferentes locais ligados ao suspeito. Para os investigadores, a brutalidade e o padrão de violência apontam para um possível serial killer, o que mantém a polícia em alerta para a identificação de novas vítimas e a confirmação da extensão de seus crimes.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução