Fiocruz alerta para segunda onda atípica de Síndrome Respiratória Aguda Grave; estado já registra mais de 650 mortes em 2025
As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) voltaram a crescer em Goiás e no Distrito Federal, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (25). O levantamento mostra um cenário considerado pelos pesquisadores como uma segunda onda altamente atípica em 2025, causada principalmente pelos vírus da Influenza A e da Covid-19.
Entre os dias 14 e 20 de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás confirmou 9.295 casos de Srag no estado, sendo 1.615 por Influenza e 473 por Covid-19. Os números acendem um alerta não apenas pela velocidade de contágio, mas também pelo impacto nos hospitais públicos e privados.
Desde o início do ano, Goiás já contabiliza 655 óbitos por Srag, dos quais 165 foram provocados pela Influenza e 85 pela Covid-19. O restante está associado a outros agentes respiratórios. Para especialistas, esse aumento inesperado preocupa, porque rompe a tendência de queda esperada para o período.
Impacto na saúde pública
O crescimento repentino das internações pressiona ainda mais o sistema de saúde, que precisa lidar com a alta demanda em meio à circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios. Médicos reforçam a importância da vacinação contra a gripe e a Covid-19, além dos cuidados básicos de prevenção, como uso de máscara em ambientes fechados, higiene das mãos e isolamento em caso de sintomas gripais.
Alerta para a população
Os pesquisadores da Fiocruz reforçam que a segunda onda de Srag em 2025 exige atenção redobrada da população e das autoridades. A combinação entre Influenza e Covid-19 pode agravar quadros clínicos, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, ampliando o risco de complicações graves.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que sintomas como falta de ar, febre persistente e dores no peito sejam levados imediatamente aos serviços de saúde, evitando complicações fatais.
Por: Redação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasi