Evento de Marconi reúne só três prefeitos e expõe fragilidade do tucano para 2026

Em encontro marcado pelo saudosismo, ex-governador anunciou pré-candidatura, mas aparece apenas em terceiro lugar na pesquisa AtlasIntel, atrás de Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL)

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) reuniu aliados neste sábado (27), em Goiânia, para anunciar sua disposição de disputar pela quinta vez o governo de Goiás em 2026. O encontro, realizado no auditório da Assembleia Legislativa, teve forte tom nostálgico, embalado por jingles antigos e pelo já desgastado mote do “Tempo Novo”. Apesar da expectativa criada, o evento revelou sinais de fraqueza política: apenas três prefeitos goianos marcaram presença.

Além dos prefeitos de Minaçu, Jandaia e Pirenópolis — todos do PSDB —, a plateia contou com os dois deputados estaduais da sigla, vereadores tucanos da capital e alguns ex-prefeitos ligados à Associação dos Ex-Prefeitos (Agexp). Lideranças de fora do estado, como representantes do PSDB do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Tocantins, também compareceram, assim como Mário Covas Neto, filho do ex-governador paulista. Nenhuma liderança nacional de peso participou presencialmente; Aécio Neves (MG) enviou apenas um vídeo.

Nos discursos, aliados apelaram para que Marconi aceitasse o desafio de voltar ao Palácio das Esmeraldas, embora não tenham apresentado propostas para o futuro de Goiás. O prefeito de Minaçu, Carlos Alberto Lereia, chegou a reconhecer a escassez de apoio, ponderando que apenas três prefeitos não são suficientes para sustentar um projeto majoritário. A ênfase nos feitos passados, em vez de planos para os próximos anos, reforçou a impressão de um encontro mais saudosista que programático.

O baixo comparecimento de prefeitos reforça a dificuldade que o tucano deve enfrentar caso confirme sua candidatura. Em eleições estaduais, o apoio de lideranças municipais costuma ser determinante para a capilaridade de campanha. O cenário se agrava diante dos números da última pesquisa AtlasIntel: Marconi aparece apenas em terceiro lugar, com 15,6% das intenções de voto, atrás do vice-governador Daniel Vilela (MDB), que lidera com 42,3%, e do senador Wilder Morais (PL), que soma 16,5%. Adriana Accorsi (PT) aparece tecnicamente empatada com o tucano, com 15,4%.

O resultado mostra que Marconi terá de superar não apenas a rejeição acumulada após derrotas em 2018 e 2022, mas também a dificuldade de atrair novas lideranças para seu projeto. Enquanto Daniel consolida vantagem expressiva e Wilder tem o apoio do bolsonarismo, o tucano se vê limitado a um círculo restrito de aliados fiéis. O encontro deste sábado, esvaziado e marcado pelo olhar no retrovisor, expôs os desafios de uma candidatura que busca se viabilizar sem a mesma força política de outrora.


Por: Redação
Foto: Reprodução

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