Deputados tentam ampliar faixa de isenção e adiar cobrança sobre os mais ricos
A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (1º) a proposta de reformulação do Imposto de Renda, apresentada pelo ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). O projeto amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil e cria uma alíquota mínima de 10% para rendas acima de R$ 50 mil mensais, sem sobretaxa adicional para os mais ricos.
Nos bastidores, partidos articulam emendas que podem mudar o desenho da proposta. O PL defende ampliar a isenção para até R$ 10 mil, enquanto Mendonça Filho (União-PE) tenta adiar a cobrança sobre os mais ricos para 2027, em uma estratégia que o governo vê como manobra eleitoral.
O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) apresentou uma alternativa que troca a taxação mínima de 10% por aumento na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras com lucros acima de R$ 1 milhão. Para ele, o modelo garantiria equilíbrio sem onerar excessivamente a renda individual.
O governo, por sua vez, tenta preservar o texto original e evitar derrotas em pontos considerados cruciais. Aliados temem que concessões excessivas passem a imagem de populismo fiscal e comprometam o equilíbrio das contas públicas. A sessão, avaliam parlamentares, será um teste de força entre a base governista e a oposição.
Por: Lucas Reis
Foto: Agência Câmara de Notícias