Após admitir que legenda chegou ao “fundo do poço”, Marconi Perillo deixa a presidência nacional e passa a comandar instituto
O PSDB decidiu mudar de rumo. Após anos de queda livre, a legenda tirou Marconi Perillo do comando nacional, em um gesto que o próprio ex-governador reconheceu como consequência de uma gestão que levou o partido ao “fundo do poço”. Perillo agora assume a presidência do Instituto Teotônio Vilela, enquanto o mineiro Aécio Neves retorna à liderança tucana em dezembro.
Na prática, Aécio herda um PSDB fragilizado. Sob a gestão de Perillo, o partido perdeu seus últimos três governadores — Eduardo Riedel (MS), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE) — e hoje não tem mais nenhum mandatário estadual, um contraste com o passado de força nacional que já levou os tucanos à Presidência da República.
Aécio Neves, que já esteve à frente do PSDB entre 2013 e 2017, agora carrega a missão de estancar a crise e reconstruir a legenda. A expectativa interna é que ele recupere espaço político em estados-chave e devolva ao partido relevância em negociações nacionais, num cenário dominado por novas siglas e pela polarização.
O recado de Perillo ao se afastar do comando foi claro: o fundo do poço existe, mas a escada para sair dele agora será outra — e cabe a Aécio provar se o PSDB ainda pode voltar a ser protagonista no jogo político brasileiro.
Por: Sidney Araujo
Foto: Divulgação PSDB