Mulher teve o intestino perfurado durante procedimento; profissional do programa federal foi afastado para apuração
A morte da diarista Dalcimar Rodrigues da Silva, após realizar um exame em uma clínica de Aparecida de Goiânia, causou revolta e indignação entre familiares. Segundo o marido, Edmar Moraes, ela entrou no local para um exame simples e deveria sair em poucos minutos, mas acabou sendo levada diretamente para o hospital, onde foi submetida a uma cirurgia de emergência.
O exame ocorreu no último dia 6 de outubro e, conforme a Secretaria de Saúde do município, foi realizado por um profissional do programa “Agora Tem Especialistas”, ligado ao Ministério da Saúde. O caso foi oficialmente comunicado ao órgão federal para investigação.
Em nota, o Ministério informou que o médico envolvido foi afastado preventivamente até a conclusão das apurações. A pasta reforçou que apenas profissionais com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) podem atuar nos programas federais.
Até o momento, o nome da clínica não foi divulgado. A família de Dalcimar pede justiça e acompanhamento rigoroso do caso pelas autoridades de saúde e segurança pública.
NOTA DA SMS DE APARECIDA DE GOIÂNIA
“A Secretaria de Saúde de Aparecida informa que o atendimento à paciente, em 06 de outubro de 2025, foi realizado por profissional vinculado ao Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde (MS).
A SMS comunicou o caso formalmente ao MS e pediu à clínica a suspensão da agenda do profissional até nova determinação.
Agora, a Secretaria está reunindo informações que serão enviadas ao MS e ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para a adoção das medidas cabíveis”
NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE“Os médicos do programa de provimento de especialistas são selecionados via edital. Podem se inscrever apenas profissionais com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) compatível com a área em que atuam.
No caso específico, o profissional foi afastado para apuração dos fatos pelos órgãos competentes.
Os estados, municípios e estabelecimentos conveniados que aderem ao programa devem garantir a estrutura e as condições adequadas para a execução das atividades.”
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução