O episódio ocorreu durante um almoço no Povoado do Sapé, quando um homem embriagado sacou uma arma do carro e tentou atirar. Juliana, ex-policial penal, conseguiu desarmá-lo e evitar uma tragédia
A vereadora Juliana da Silveira Borges (DC), de 41 anos, estava num restaurante no Povoado do Sapé, durante a refeição um homem embriagado se aproximou do marido dela e, segundo a parlamentar, passou a ameaçá-lo de forma direta.
“Ele estava bem alterado, visivelmente embriagado, e só falava que queria matar ele [o marido]”, contou em entrevista à TV Anhanguera.
Assustada, mas consciente do risco, Juliana agiu por instinto — apoiada pelo treinamento adquirido nos anos em que atuou como policial penal. Em comunicado, ela explicou que sua reação foi motivada pela necessidade de proteger quem estava ao redor. “Reforço que minha reação foi circunstancial e só ocorreu porque tenho treinamento e experiência da época em que atuei como policial penal”, afirmou. Ela alertou ainda que esse tipo de atitude não deve ser imitada. “É fundamental reforçar que essa conduta não deve ser reproduzida pela população”, destacou.
O relatório policial revela que o homem deixou o estabelecimento, foi até o carro e voltou armado após pegar a pistola no porta-luvas. Quando os disparos começaram — dois deles direcionados ao esposo de Juliana — a vereadora conseguiu se lançar sobre o agressor, agarrá-lo e derrubá-lo no chão, impedindo que continuasse.
Juliana disse que a família conhecia o suspeito apenas de vista e que nunca houve qualquer desavença anterior. Para ela, o ataque não demonstra relação com política. Durante a luta corporal, ela sofreu um corte na mão, sendo encaminhada com o marido para atendimento médico pela Polícia Militar. Duas cápsulas foram localizadas no local. Agora, a Polícia Civil segue procurando o suspeito, que fugiu após a intervenção da vereadora.
Veja a nota da vereadora Juliana da Silveira
Diante das inúmeras mensagens que tenho recebido, venho reforçar minha posição sobre o episódio deste domingo (16). Minha atitude naquele momento teve apenas um objetivo: proteger minha família e as pessoas que estavam ao meu redor.
Reforço que minha reação foi circunstancial e só ocorreu porque tenho treinamento e experiência da época em que atuei como policial penal.
Ainda assim, deixo claro: essa conduta não deve ser reproduzida pela população. Em qualquer situação de risco, a orientação é sempre acionar as forças policiais competentes.
Agradeço de coração por todas as mensagens de solidariedade, cuidado e carinho. Sigo à disposição das autoridades e confio plenamente na apuração dos fatos.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução