Caiado critica prisão de Bolsonaro e aponta “tentativa de envergar sua dignidade”

Governador de Goiás afirma que decisão do STF representa um “triste capítulo político” e defende revisão imediata da medida que levou o ex-presidente à prisão preventiva

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), divulgou um vídeo nas redes sociais no qual condena a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, a determinação do Supremo Tribunal Federal representa “mais um triste capítulo da vida política nacional”.

Durante o pronunciamento, Caiado afirmou que Bolsonaro está sendo alvo de um processo que “tenta envergar sua dignidade até o limite”, rejeitando a possibilidade de que o ex-presidente estivesse planejando deixar o país. Segundo o governador, a tese de fuga a partir de uma vigília seria tão improvável quanto uma suposta tentativa de “derrubada do Estado Democrático de Direito promovida por um bando de baderneiros”.

Caiado contesta suspeitas e cita estado de saúde de Bolsonaro

O governador ressaltou que Bolsonaro tem “saúde debilitada”, depende de acompanhamento médico constante e já está sob monitoramento direto da Polícia Federal. Para Caiado, esses fatores tornam “inviável” qualquer tentativa de descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

Ele disse ainda “acreditar e torcer” para que o colegiado do STF reveja rapidamente a decisão, classificando essa possibilidade como “a medida mais correta”. Em sua fala, reforçou solidariedade ao ex-presidente e à família.

Mensagem final e expectativa para 2026

Ao final do vídeo, Caiado afirmou que Bolsonaro terá “força e coragem para enfrentar o momento” e declarou que “a resposta virá das ruas e do povo nas eleições do ano que vem”.


Como ocorreu a prisão, segundo o STF

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de sábado (22) e levado à sede da Polícia Federal em Brasília. A ordem, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes após solicitação da PF e com concordância da Procuradoria-Geral da República, apontou risco de fuga, descumprimento de medidas cautelares e violação da tornozeleira eletrônica pouco após a meia-noite.

Moraes também citou que a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente à residência do ex-presidente poderia facilitar uma tentativa de fuga. A decisão não tem prazo específico e não está vinculada à condenação de 27 anos por golpe de Estado, processo que ainda aguarda trânsito em julgado.

A defesa de Bolsonaro declarou que a medida causa “profunda perplexidade” e manifestou preocupações relacionadas à saúde do ex-presidente.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Instagram

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