Câmara dos Deputados define destino de Glauber Braga e Carla Zambelli em sessão conturbada

Glauber Braga recebe suspensão, enquanto processo de cassação de Zambelli é arquivado na Câmara

Na noite desta quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados tomou decisões polêmicas em relação aos mandatos de Glauber Braga (PSol-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP). A casa decidiu aplicar uma suspensão de seis meses a Glauber em vez de cassar seu mandato, enquanto o processo contra Zambelli foi arquivado após não atingir o número mínimo de votos necessários para a cassação.

A reviravolta ocorreu quando os parlamentares estavam prestes a votar a cassação de Glauber, conforme recomendação do Conselho de Ética. No entanto, uma emenda apresentada pelo PSol mudou o rumo da votação. Com o apoio de partidos do Centrão e do governo, foi aprovada uma suspensão por 318 votos. O parlamentar, que estava sob pressão e havia se envolvido em uma confusão física na Câmara em abril passado, comemorou o resultado ao lado de seus aliados no plenário.

Glauber foi acusado de quebrar o decoro parlamentar em abril de 2024, ao agredir um membro do Movimento Brasil Livre (MBL) durante uma discussão. Ele justificou a ação afirmando que o militante havia ofendido sua mãe, já falecida. Em resposta à decisão, ele afirmou que a comissão estava sendo alvo de perseguição política.

Tumulto na Câmara
Antes da votação, a situação na Câmara era tensa. O deputado Glauber Braga ocupou a mesa da Presidência em protesto contra a votação de sua cassação. Para conter a situação, a Polícia Legislativa foi chamada e, em meio ao tumulto, ocorrências de agressões a profissionais da imprensa foram registradas. A confusão resultou em uma interrupção das transmissões oficiais do plenário.

Arquivamento do caso Zambelli
Em contraste, o processo contra Carla Zambelli foi arquivado sem a votação favorável necessária, uma vez que o parecer sobre sua cassação recebeu um resultado desfavorável. A deputada enfrenta graves acusões, incluindo participação na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está atualmente presa na Itália, aguardando extradição. Acumula duas condenações que a impedem de concorrer a cargos públicos.

O clima conturbado e as decisões tomadas na Câmara refletem uma fase delicada da política brasileira, onde questões de ética e comportamento parlamentar estão em constante debate.


Por: Lucas Reis

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 

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