Após confirmação de hérnia inguinal, advogados pedem prisão domiciliar e alertam para riscos à saúde do ex-presidente
A situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro do debate jurídico nesta segunda-feira (15), após sua defesa apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de cirurgia de urgência aliado à solicitação de prisão domiciliar. A petição foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução do processo de execução penal.
O novo requerimento surge um dia após Bolsonaro realizar um exame de ultrassom, autorizado pela Justiça, que confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal. Segundo os advogados, o resultado reforça a gravidade do quadro clínico e a necessidade de intervenção médica imediata.
Em documento enviado ao STF, a defesa sustenta que o acompanhamento médico aponta riscos à saúde do ex-presidente caso o procedimento não seja realizado com urgência. “A partir desse exame, o médico responsável pelo acompanhamento do peticionário, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias”, afirmou a defesa.
Mesmo diante da nova manifestação, o primeiro pedido apresentado pelos advogados ainda aguarda análise. Isso porque o ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de uma perícia médica oficial, que deverá ser conduzida pela Polícia Federal, com prazo de até 15 dias.
Na decisão, Moraes destacou que os exames iniciais apresentados eram antigos e, por isso, não seriam suficientes para embasar uma medida imediata, tornando necessária uma avaliação técnica mais recente e imparcial.
Enquanto isso, a defesa afirma que a demora pode agravar o estado de saúde do ex-presidente, que já passou por diversos procedimentos cirúrgicos desde o atentado sofrido em 2018.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil