Trump impõe bloqueio total a petroleiros da Venezuela e eleva tensão no Caribe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) a imposição de um “bloqueio total e completo” a todos os petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela. A medida amplia a tensão diplomática e militar no Caribe e reacende o embate entre Washington e o governo do presidente Nicolás Maduro.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a Venezuela estaria “completamente cercada pela maior armada já reunida na História da América do Sul”. O presidente norte-americano também declarou que o governo venezuelano foi designado como uma “organização terrorista estrangeira”, acusando Caracas de utilizar receitas do petróleo para financiar atividades criminosas e terroristas.

Apesar das sanções e da crise econômica, a produção de petróleo bruto da Venezuela segue ativa. No terceiro trimestre deste ano, a extração, majoritariamente sob responsabilidade da estatal PDVSA, foi estimada em cerca de 850 mil barris por dia, segundo dados do setor energético.

Mais cedo, o site Axios informou que os Estados Unidos se preparavam para capturar outros petroleiros sancionados nas proximidades da costa venezuelana, citando autoridades norte-americanas. A informação reforçou a percepção de endurecimento da política externa de Trump em relação ao regime de Maduro.

A reação do governo venezuelano foi imediata. Autoridades de Caracas classificaram as ações como “um ato de pirataria internacional” e afirmaram que recorrerão a organismos multilaterais. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, também condenou a apreensão de navios por forças norte-americanas, descrevendo o episódio como uma violação do direito internacional.

Desde o início de setembro, Trump autorizou uma série de ações contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas nas águas próximas à Venezuela. As operações geraram críticas internas nos Estados Unidos, com parlamentares cobrando maior transparência e justificativas formais ao Congresso.

O governo venezuelano, por sua vez, acusa Washington de promover provocações com o objetivo de desestabilizar a região e violar acordos internacionais que tratam do caráter desmilitarizado e livre de armas nucleares no Caribe.

Em novembro, Trump declarou acreditar que os dias de Nicolás Maduro no poder estariam “contados”, embora tenha afirmado que os Estados Unidos não pretendem entrar em guerra direta com a Venezuela.


 

Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução

 

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