“Não vamos fechar os olhos”: Lula reage a agressão e pede expulsão de servidor federal no DF

Após vídeo de violência contra mulher e criança, presidente cobra punição exemplar e reforça compromisso contra o feminicídio

As imagens de um servidor público agredindo uma mulher e uma criança no Distrito Federal causaram indignação nacional e levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a determinar, nesta quinta-feira (25), a abertura de um processo administrativo para responsabilização e possível expulsão do agressor do serviço público federal.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e provocou uma resposta direta do presidente, que classificou o episódio como grave e incompatível com qualquer função pública.

“O combate ao feminicídio e a toda forma de violência contra as mulheres é um compromisso e uma prioridade do meu governo”, escreveu Lula, ao definir a agressão como “covarde” e “inadmissível”.

Para o presidente, não há espaço para tolerância quando se trata de violência, especialmente contra mulheres e crianças. Ele reforçou que servidores públicos devem representar valores de respeito e responsabilidade.

“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser um exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, afirmou.

A Controladoria-Geral da União informou que adotou medidas imediatas, como o afastamento do servidor de funções de chefia, a proibição de acesso às dependências do órgão e a abertura de investigação ética e disciplinar.

Em nota oficial, o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, ressaltou que o episódio ultrapassa qualquer justificativa pessoal:
“Quero ser claro ao dizer que violência contra a mulher e contra crianças é crime. Não se trata de desentendimento, conflito privado ou questão pessoal. Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana”.

Nas últimas semanas, Lula tem assumido protagonismo na defesa de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, afirmando que o combate ao feminicídio deve ser um compromisso coletivo e permanente da sociedade brasileira.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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