Irmãos foram mortos após intervir em ataque contra Sabrina; padrasto e enteado confessaram o crime
A tentativa desesperada de proteger a própria mãe terminou em uma das cenas mais dolorosas já registradas recentemente no interior paulista. Três irmãos, com idades entre 6 e 10 anos, perderam a vida ao tentar impedir a agressão sofrida por Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, em uma fazenda na zona rural de Jaboticabal (SP).
Segundo a Polícia Civil, as crianças presenciaram a mãe ser atacada com um facão durante uma discussão com o companheiro, Milton Gonçalves Filho. Em meio ao conflito, o filho dele, Leonardo Gonçalves, desferiu os golpes fatais contra Sabrina. Ao tentarem defendê-la, os meninos foram brutalmente assassinados com uma marreta.
O crime aconteceu na noite de 18 de dezembro e foi confessado por pai e filho, que estão presos preventivamente. Os relatos colhidos indicam que a violência escalou rapidamente e terminou com a morte de toda a família.
Victor Hugo, de apenas 8 anos, foi o primeiro a correr em direção à mãe. Em seguida, os irmãos Eduardo, de 10, e Luiz Henrique, de 6, também tentaram intervir. Nenhum deles sobreviveu.
Após os assassinatos, os corpos foram ocultados em uma área de mata próxima à residência. Para dificultar a investigação, Milton desligou a energia da casa, impedindo o funcionamento das câmeras de segurança. Os cadáveres foram enrolados em sacos de silagem e enterrados em valas abertas pelos próprios suspeitos.
O desaparecimento da família mobilizou parentes, amigos e equipes de resgate. Inicialmente, Milton afirmou que Sabrina havia saído de casa por conta própria, versão que levantou suspeitas entre os familiares, especialmente pela ausência de contato com as crianças.
A mãe de Sabrina, Joviniana Braz de Almeida, chegou a negar publicamente a versão apresentada pelo genro, afirmando que a filha estava há meses sem usar drogas.
Durante o avanço das investigações, os suspeitos também admitiram envolvimento em outro homicídio, referente ao desaparecimento de uma ex-companheira de Milton.
O delegado responsável pelo caso detalhou a confissão do crime:
“Ele falou que no dia mesmo que ela desapareceu, na quinta-feira, ela deixou a residência, ele saiu à procura dela, encontrou, só que ela deve ter se recusado a voltar para casa, esse detalhe ele não explicou, e ele resolveu por fim à vida dela. Como as crianças estavam junto e seriam testemunha, ele acabou dando o mesmo fim às crianças”.
As armas usadas na execução — uma marreta e um facão — foram apreendidas, assim como a pá utilizada para cavar as covas. O caso segue sob investigação e causou forte comoção na região.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução