Vice assume comando interino enquanto sócios decidem, em assembleia, futuro definitivo da gestão
O São Paulo vive um dos momentos mais conturbados de sua história recente após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment do presidente Julio Casares. A decisão, tomada em reunião no Morumbis, afastou o dirigente de forma imediata, mas o desfecho definitivo ainda depende de votação dos sócios.
Pelo estatuto do clube, o processo agora segue para uma assembleia geral, que deverá ser convocada em até 30 dias. Nessa etapa, os associados decidirão se ratificam ou rejeitam o afastamento. Até a definição, Casares segue fora do cargo.
Com o afastamento provisório, o vice-presidente Harry Massis Junior assume a presidência de maneira interina. Caso o impeachment seja confirmado, ele comandará o clube até a próxima eleição. Se for rejeitado, Julio Casares retorna ao posto até o fim do mandato.
A ampla maioria dos conselheiros votou pela abertura do processo, citando acusações como má administração financeira, negociações de atletas abaixo do valor de mercado e uso irregular de camarotes do estádio. Ao todo, 188 conselheiros se posicionaram pela saída do presidente.
Além das questões administrativas, a gestão passou a ser investigada por suspeitas de movimentações financeiras irregulares, saques em espécie e episódios envolvendo familiares e integrantes da diretoria. O acúmulo de denúncias aprofundou a crise política no clube e intensificou a pressão pela mudança no comando.
Por: Bruno José
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