Caso de maus-tratos a animal comunitário em praia de Florianópolis mobiliza autoridades e moradores
A morte do cão comunitário “Orelha”, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo informações da PCSC, dois dos adolescentes suspeitos de envolvimento no crime estão em viagem aos Estados Unidos e devem retornar ao Brasil nos próximos dias.
Na segunda-feira (26), equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. A ação teve como objetivo aprofundar as investigações e reunir provas que ajudem a esclarecer as circunstâncias da morte do animal, que era conhecido por frequentadores da região.
“Dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel. Conforme a polícia, a viagem não teria relação direta com as investigações, e o retorno dos jovens está previsto para a próxima semana.
Durante as diligências, os policiais também apuraram uma denúncia de que uma testemunha teria sido coagida ao longo do inquérito. A polícia buscava localizar uma possível arma de fogo supostamente utilizada para a ameaça, mas nenhum objeto foi apreendido.
O cão Orelha foi encontrado com ferimentos graves e, após avaliação veterinária, passou por eutanásia. Além desse episódio, a Polícia Civil investiga um segundo caso de possível maus-tratos, envolvendo um cão caramelo que teria sido levado ao mar por um adolescente, conseguindo escapar em seguida.
O caso gerou comoção entre moradores e reacendeu o debate sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização por crimes de maus-tratos.
Por: Genivaldo Coimbra