Parlamentares da oposição querem ouvir irmãos e primo do ministro do STF sobre possíveis ligações com jogos de azar e lavagem de dinheiro
Senadores da oposição apresentaram, nesta quarta-feira (28), requerimentos para a convocação de familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), à CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado Federal. Os pedidos foram protocolados pelos senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES).
Os parlamentares solicitam que sejam ouvidos José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, além de Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, e do advogado Paulo Humberto Barbosa. Para que as oitivas ocorram, os requerimentos ainda precisam ser incluídos na pauta da comissão e aprovados pela maioria dos integrantes da CPI.
Nos documentos apresentados, os senadores destacam que investigações nacionais e internacionais apontam que a exploração de jogos de azar ilegais costuma estar associada a esquemas de lavagem de dinheiro. A argumentação tem como base uma reportagem que revelou a existência de atividades do tipo no Resort Tayayá, empreendimento que já teve participação societária de familiares do ministro do STF.
O resort entrou no foco da CPI após surgirem suspeitas de ligação com investigações envolvendo fraudes no Banco Master. De acordo com os parlamentares, o controle do empreendimento foi transferido no fim do ano passado para Paulo Humberto Costa, por meio do Arleen Fundo de Investimento, administrado por uma instituição que também é alvo das apurações relacionadas ao banco.
Para os senadores, a convocação de atuais e antigos proprietários e administradores do resort é fundamental para esclarecer quando teriam começado as atividades investigadas, identificar a participação de cada envolvido e verificar o nível de conhecimento que possuíam sobre os fatos analisados pela CPI do Crime Organizado.
Por: Genivaldo Coimbra