Foto: Jucimar de Sousa via Mais Goiás

Síndico nega participação do filho no assassinato de corretora em Caldas Novas, apesar de investigações

Cléber Rosa afirma que Maycon Douglas não teve envolvimento direto no crime; Polícia Civil apura suspeita de obstrução de provas

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, afirmou que o filho, Maycon Douglas de Oliveira, de 27, não participou do assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, encontrada morta nesta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás. A declaração foi feita enquanto Cléber era conduzido por policiais civis à Delegacia Estadual de Capturas (DECAP), em Goiânia.

Em vídeo registrado durante o traslado, o síndico negou qualquer envolvimento do filho no crime. “Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso. Eu não sei por que meu filho está aqui”, afirmou. Pai e filho foram presos durante a madrugada na cidade turística e transferidos para a capital para prestar depoimento à Polícia Civil.

Apesar da negativa, as investigações apontam que Maycon Douglas é suspeito de atuar na obstrução das apurações, com o objetivo de dificultar a produção de provas contra o pai. Segundo a Polícia Civil, o jovem teria comprado um novo aparelho celular após o desaparecimento da corretora para auxiliar na ocultação de informações e na eliminação de registros que pudessem ligar os investigados ao crime.

De acordo com os investigadores, o uso do novo celular teria como finalidade dificultar o rastreamento de mensagens, ligações e possíveis contatos relacionados ao caso. A polícia apura se o dispositivo foi utilizado para orientar a limpeza de locais, o descarte de provas ou a combinação de versões entre os envolvidos.

Além do celular, outros equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados judiciais. Os materiais passam por perícia técnica, que analisa dados de comunicação, histórico de localização e eventuais tentativas de exclusão de arquivos.

A Polícia Civil também investiga se Maycon teve participação direta em etapas do crime, como o transporte do corpo da vítima ou a eliminação de evidências, ou se sua atuação ocorreu apenas após o homicídio, com foco na ocultação de provas. O inquérito segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas.

A defesa de Cléber Rosa de Oliveira informou, por meio de nota, que os fatos ainda estão sendo apurados e que o investigado irá colaborar com as autoridades para o esclarecimento do caso.


Por: Genivaldo Coimbra

 

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