Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

PMDF solicita ao STF alteração no regime de visitas e liberação de caminhadas para Bolsonaro

Pedido cita avaliação técnica e aponta necessidade de reforçar a segurança durante a custódia do ex-presidente na Papudinha

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (28), um pedido para modificar aspectos da custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda, na ala conhecida como Papudinha.

Entre as solicitações encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, a corporação propõe que as visitas passem a ocorrer aos sábados, em substituição aos dias úteis, e que seja autorizada a realização de caminhadas em áreas monitoradas da unidade prisional. Segundo a PMDF, as medidas buscam reduzir riscos operacionais e preservar a segurança institucional.

No documento, a Polícia Militar classifica Bolsonaro como custodiado sensível, levando em consideração o cargo que ocupou, a repercussão nacional e internacional do caso e a possibilidade de situações de hostilidade dentro do ambiente prisional.

A corporação destaca que, nos dias úteis, há maior fluxo de servidores, atividades administrativas e coincidência com o dia de visitas de outros detentos, o que dificulta o isolamento adequado e o controle rigoroso de acesso às dependências da unidade. A mudança para o sábado, segundo a PMDF, permitiria um gerenciamento mais eficiente da segurança.

A autorização para caminhadas em áreas controladas também é apontada como medida preventiva, com o objetivo de minimizar riscos e garantir condições adequadas de custódia, sem prejuízo às normas da unidade.

Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da PMDF, a Papudinha, no último dia 19 de janeiro, após decisão do STF. Ele cumpre pena de 27 anos de prisão, determinada no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Antes da transferência, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Na decisão que autorizou a mudança de local, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente seguisse as regras internas da unidade e que visitas fora do rol autorizado — que inclui advogados, médicos, filhos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — dependem de autorização expressa do Supremo.


Por: Manuel Messias

 

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