Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro comemora Dia de Iemanjá com celebrações pela cidade

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O dia 2 de fevereiro, é quando os mares brasileiros se põem em festa para celebrar o Dia de Iemanjá, orixá conhecida como a “Rainha das águas, mares e oceanos” e cultuada por religiões de matriz africana como Candomblé e Umbanda. Na cidade do Rio de Janeiro, milhares de fiéis se organizam para celebrar uma das entidades religiosas mais conhecidas com cortejos, rituais e apresentações musicais.

Para abrir o dia, a Associação Recreativa Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro celebrou os 50 anos do Presente para Iemanjá, um dos eventos culturais mais tradicionais que reforça a ancestralidade negra fluminense. A programação começou às 7h, na região da Pequena África, Zona Portuária do Rio, com rituais de saudações aos orixás e café da manhã aberto ao público.

De lá, um cortejo seguiu até a praça Mauá, onde houve a saída da célebre embarcação que leva os fiéis vestidos de branco a entregar suas oferendas à entidade e desfrutar do restante da programação cultural. Até o fim do dia haverá apresentações de sambas e outras atividades.

História
A tradição remonta ao pai de santo umbandista Tatá Tancredo, um dos maiores líderes espirituais da história do Rio, que em 1950 reuniu um grupo de religiosos vestidos de branco no evento Flores para Iemanjá, para entregar suas oferendas ao mar antes da meia-noite. O costume foi ganhando mais adeptos e se tornou prática popular que originou a festa de Reveillon na praia de Copacabana.

A chefe da Fundação Palmares, Sylvia Leandro, explica que os rituais reforçam a ancestralidade negra no Rio.

“É um enfrentamento que toda a comunidade negra tem feito. Aqui na Pequena África, a gente tem trabalhado também junto ao comitê do Cais do Valongo, para que a gente consiga permanecer aqui, permanecer nesses espaços e demonstrar que o negro ele construiu o Brasil também.”

Mas as comemorações não terminam por aí. Na praia do Arpoador, zona Sul da cidade, tem a quinta edição da Festa de Iemanjá do Arpoador, com rodas de ritmos e danças candomblecistas com o grupo Orin Dudu, no Largo Millôr. A concentração para o cortejo sagrado será a partir das 15h e a saída às 16h, na altura da estátua de Tom Jobim.

Além das giras e entregas de oferendas, o público também terá acesso à feira gastronômica e 21 atrações artísticas e religiosas, com 300 artistas de grupos de jongo e samba.

Oferendas
Sobre as oferendas do ritual, é recomendado ao público que todas sejam biodegradáveis e sem materiais plásticos, vidro ou madeira. Nas águas, somente flores e frutas serão oferecidas. No término da programação, tanto o público quanto a equipe da Pedra do Arpoador Conservação farão um mutirão de limpeza das praias e pedras.

Após anos de luta dos povos de terreiro, a importância dessa celebração foi reconhecida pela prefeitura do Rio, que a instituiu, em janeiro deste ano, como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade.

No ano passado, a festa reuniu cerca de 25 mil pessoas. Este ano, a expectativa é de que cerca 30 mil pessoas participem da saudação à “Mãe cujo os filhos são peixes”.


Por: Agência Brasil

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