Medida foi encaminhada à Justiça e comunicada à Polícia Federal para impedir saída do país
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) solicitou à Justiça a apreensão do passaporte de um dos adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O pedido, feito na sexta-feira (6), também foi comunicado à Polícia Federal, com o objetivo de evitar que o jovem deixe o Brasil.
A solicitação ocorreu em meio a críticas à condução da investigação, que apura a morte do cão Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, em casos registrados na capital catarinense. Questionamentos sobre lacunas na apuração e mudanças nas versões apresentadas levaram a defesa dos investigados a contestar a robustez das provas reunidas.
Diante disso, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu que a Polícia Civil apresente mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos fatos. A análise preliminar do inquérito apontou necessidade de detalhamento adicional tanto pela Promotoria da Infância e Juventude quanto pela Promotoria Criminal de Florianópolis.
O cão Orelha morreu na madrugada de 4 de janeiro, no bairro Praia Brava. Segundo laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça. Ele foi resgatado por moradores no dia seguinte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.
A investigação foi concluída pela Polícia Civil na última terça-feira (3), com pedido de internação de um dos adolescentes suspeitos e indiciamento de três adultos por coação a testemunha. Ao todo, quatro adolescentes foram representados no caso. Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Durante a apuração, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados. Para identificar os envolvidos, a polícia analisou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança instaladas na região onde o crime ocorreu.
Por: Lucas Reis