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Três são presos em Goiás por contrabando de anabolizantes e Mounjaro avaliados em R$ 500 mil

Carga ilegal vinda do Paraguai foi encontrada em carro de passeio; polícia alerta para riscos graves à saúde

Três pessoas foram presas na madrugada deste sábado (7), na região sul de Goiás, suspeitas de envolvimento em um esquema de contrabando de medicamentos avaliados em cerca de R$ 500 mil. A ação foi realizada pelo Comando de Operações de Divisas (COD) durante uma fiscalização de rotina.

Os suspeitos estavam em um veículo de passeio que transportava centenas de produtos de origem paraguaia, introduzidos ilegalmente no Brasil. Durante a abordagem, os policiais encontraram 261 unidades de anabolizantes e 166 ampolas de tirzepatida, substância conhecida comercialmente como Mounjaro, usada de forma irregular para emagrecimento.

Segundo a polícia, todo o material apreendido é proibido para comercialização no país quando não possui registro e entrada legal, configurando crime de contrabando. Os medicamentos e o veículo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Goiânia, onde o caso seguirá sob investigação.

A operação resultou na prisão dos três ocupantes do carro e causou, de acordo com a corporação, um prejuízo significativo às organizações criminosas que atuam no comércio ilegal de medicamentos no estado.

Alerta à saúde

As autoridades reforçam que o uso de anabolizantes sem prescrição médica representa sérios riscos à saúde. Essas substâncias podem afetar o coração, o fígado e o sistema hormonal, além de provocar alterações psicológicas, como agressividade, depressão e dependência química.

Já o Mounjaro, embora tenha sido desenvolvido para o tratamento do diabetes tipo 2, vem sendo utilizado de forma clandestina para emagrecimento. Especialistas alertam que o uso sem acompanhamento médico pode causar pancreatite aguda, problemas renais, hipoglicemia e até câncer de tireoide, além de efeitos como náuseas, vômitos e distúrbios gastrointestinais.

A compra desses produtos por meios ilegais também aumenta o risco de contaminação e falsificação, colocando em perigo a vida dos consumidores.


Por: Juliana Braz

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